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Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Recital de violino

Não me considero uma pessoa culturalmente "chique". Não é que seja um energúmeno que só me interesse por futebol e cervejas, pelo contrário, mas, por exemplo, não leio livros daqueles filosoficamente densos e não compreendo o interesse de peças de teatro intelectualmente muito avançadas. O cinema que aprecio tem que me tocar o coração ou então provocar-me gargalhadas. O meu gosto musical, apesar de abrangente, não será propriamente eclético.

 

No entanto, tento não rejeitar as escassas oportunidades que vão aparecendo e que me permitem alargar os meus horizontes culturais. Um dos mecenas que mais tem contribuído para isso é o meu amigo H. Diga-se que este meu amigo, não contente com as duas licenciaturas, está a terminar um mestrado na área do violino. Geralmente o H convida-nos para actuações de orquestras em que participa, em salas de grande dimensão como o Coliseu do Porto. Desta vez o convite era diferente... Diferente porque tínhamos que nos deslocar a Aveiro, à noite, num dia a meio da semana, e depois porque, desta vez, a actuação era para uma avaliação académica e, apesar de pública, seria num ambiente muito mais intimista. A cereja sobre o bolo era o facto de o H actuar praticamente a solo, sendo apenas acompanhado por um piano, muito diferente do som de orquestra a que estamos habituados.

 

Bem! Estar ali, a menos de 10m de distância do violino e do piano, numa sala com uma boa acústica, é uma sensação indescritível. Não há nenhuma nota engolida pela compressão digital do som nem nenhuma distorção provocada pelas colunas. Os sons que ouvimos são os mais puros que alguma vez poderemos ouvir proveniente da acção de um ser humano. E não é a audição o único sentido estimulado nesta experiência! A cada passo percorre-nos pelo corpo um arrepio causado pela vibração dos instrumentos. A sensação é de tal modo diferente, que nos graves mais profundos do piano, a vibração causada fica a pairar no ar por longos instantes, muito após o som da nota se ter deixado de ouvir.

 

Por esta descrição facilmente se depreende que a experiência sensorial me marcou. Quanto aos temas que foram executados, adorei, mesmo muito, ouvi-los. Quer dizer... Houve um que era um pouquinho radical de mais! Envolvia mesmo partes em que o pianista usava os cotovelos para tocar nas teclas, para além do facto de o H, por diversas vezes, abandonar o arco e usar os dedos para fazer vibrar as cordas do violino. Mas mesmo este tema me prendeu a atenção, tanto pela sua irreverência como pela expectativa criada pelos longos compassos de espera.

 

E assim, tenho que agradecer ao H por, mais uma vez, ter contribuído para o meu desenvolvimento cultural.

 

H, pá, muito obrigado! 

sinto-me: Mais chique! :)
música: "Quasi Una Sonata" - Alfred Schnittke
chapado por O homem das obras às 08:00
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6 comentários:
De Pronuncia do Norte a 4 de Janeiro de 2009 às 22:59
Um violino quando é bem tocado ... arrepia a alma.
De Miss M a 6 de Janeiro de 2009 às 14:43
Digo-te já que também não me considero uma intelectual, mas sou da opinião que as pessoas que lêem esses livros filosóficos densíssimos e vão a peças de teatro que ninguém percebe são, na realidade, pseudo-intelectuais. Isto é, gostavam de o ser, tentam sê-lo, mas não chegam lá. Os verdadeiros intelectuais nem se apercebem de que o são.
Opiniões pessoais à parte, tal como tu, também só vou de vez em quando a espectáculos mais culturais, geralmente porque os bilhetes são caros... Mas, confesso, nunca fui a um concerto de musica clássica. E porquê? Porque tenho medo de me aborrecer de morte! Gosto de ópera, gosto de bailado e gosto de música clássica - mas de ouvi-la enquanto faço outras coisas. Porque estar ali mais do que dez minutos a ver pessoas a tocar deve ser monótono - por muito boa que seja a música.
Todavia, a tua descrição do concerto levou-me a pensar que talvez não seja um espectáculo assim tão aborrecido. Quem sabe um dia arriscarei a ir?
De _^ANGIE^_ a 7 de Janeiro de 2009 às 10:49
Também não costumo ouvir música clássica, pelo menos habitualmente, mas das poucas vezes que tive oportunidade de ver um concerto com música clássica, sempre me arrepiou a alma. E ultimamente qualquer coisa serve para me impressionar e emocionar. No meu trabalho tenho uma colega que toca piano. É incrivel como depois de a ouvir tocar, durante um ano, sempre as mesmas peças, nunca me farto. Adoro ouvir o som do piano a ecoar por aquelas salas e a tocar-nos na alma. Tenho pena de não ir a mais espetáculos culturais, mas infelizmente, por razões várias, tal não me é possivel. MAs não desisti e hei-de voltar a sentar-me no coliseu dos recreios, no teatro Camões a ver a companhia NAcional de Bailado e afins...

Beijinhos e um feliz 2009
De Alvaro Faustino a 7 de Janeiro de 2009 às 12:26
Para ouvir em casa, até se faz um jeitinho, mas agora estar na sala de espectaculos a ouvir, já é mais improvavel. Mas quem sabe, ás vezes até me posso surpreender.
De Pâmelli a 7 de Janeiro de 2009 às 20:16
Adoro assistir a concertos de música clássica, ópera e balé, mas não me considero nenhuma intelectual 1) porque sou essencialmene hedonista, otimista e romântica :-)) e 2) adoro o sistema capitalista e não vejo nenhum mérito especial na pobreza , nem na miséria.
E a propósito, adorei a parte do energúmeno, da cerveja e do futebol...lol
Abraços, Pâmelli.
De Alexandre Kulcinskaia a 9 de Janeiro de 2009 às 12:02
Eu ouço de tudo um pouco desde que goste, e música clássica também é algo que aprecio mas só aquela que me toca mesmo.
Ainda há pouco tempo fui convidado para ir à Aula Magna ver uma actuação de uma orquestra e sei dizer que estava um pouco relutante.
Mas depois sai de lá maravilhado.
_____________________________
http://kulcinskaia.blogs.sapo.pt/

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