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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Deixem-los brincar!!!

Aqui há dias o tema do fórum da TSF versava sobre um pedido que a coligação de associação de pais do Porto fez para que os estabelecimentos de ensino primário passem a funcionar em horário alargado, das 8:00 às 19:00. Este pedido não deixa de gerar em mim um sentimento ambíguo!

 

Por um lado compreendo que para os pais esse horário alargado seja muito conveniente. Os pais que recorrem a uma entidade externa para gerir os tempos livres dos filhos, vulgo ATL, poupam desde logo uns euros ao fim do mês com a mensalidade do respectivo ATL e os filhos deixam de fazer os "transbordos" diários ATL-escola/escola-ATL. Os outros pais, os que têm a sorte de poder ir buscar os filhos à escola, ou têm alguém que possa fazer isso por eles, passariam a ter uma maior flexibilidade de horários.

 

No entanto, não posso deixar de recordar que quando eu era miúdo passava grande parte do meu tempo livre a brincar, ou na ama ou na rua, com os outros miúdos da vizinhança. Tendo bem presente na memória esses belos tempos, aceito de bom grado a ideia de que aqueles foram muito importantes na minha formação enquanto indivíduo. Os tempos de brincadeira não são só momentos de lazer. A criança desenvolve capacidades e aprende a sociabilizar.


Mais, de ano para ano aumenta a prevalência de obesidade nas crianças. Privando-as dos poucos momentos de brincadeira que estas ainda têm, obrigando-as a permanecer sentadas numa sala de aula durante todo o dia, decerto que aquele problema se agravará.

 

Outra questão que me apoquenta! Não estaremos a depositar na escola um papel intrínseco aos pais e à família? As crianças, ao passar 11 horas por dia na escola, passarão a ser educadas principalmente pelos professores e restantes agentes educativos. No meu entender, estes devem dar formação, tendo um papel importante, mas não primordial, na educação da criança. Com esta medida não estarão os pais a desresponsabilizar-se de uma tarefa que é sua por direito, mas acima de tudo, por dever?

 

Por último, esta medida obrigaria à contratação de mais pessoal auxiliar, o que, nos tempos de crise que atravessamos, até seria benéfico. Mas será que essas contratações compensariam os empregos que se perderão com o encerramento da maioria dos ATL?

 

Eu não sou pai, ainda! Espero que dentro em breve me torne, mas sinceramente, não sei se quero que os meus filhos passem 11 horas por dia na escola. As crianças têm direito a ser crianças, a brincar, esfolar os joelhos e a fazer asneiras.

música: Pink Floyd - Another brick in the wall
chapado por O homem das obras às 20:09
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6 comentários:
De Alexandre Kulcinskaia a 7 de Fevereiro de 2009 às 11:06
Para mim não existe nenhum tipo de sentimento ambíguo.
Só uma certeza, que cada vez mais os pais se tentam descartar do papel de pais. É uma vergonha que se use sempre o trabalho como desculpa para delegar a educação dos pupilos a terceiros.
É por isso que cada vez vemos mais crianças mal educadas pois passam uma imensidão de tempo na escola, depois no ATL e depois quando chegam a casa os pais entregam as crianças ao computador e à consola para que se auto-eduquem.
Quanto ao pouparem uns euros no final do mês poupando no ATL. Existem outros sítios para poupar dinheiro, não é necessário que seja na educação dos filhos.
Parabéns pelo blog.
_____________________________
http://kulcinskaia.blogs.sapo.pt/
De badmary a 9 de Fevereiro de 2009 às 12:51
Concordo com alguma coisas discordo de outras. O horário alargado não é só uma questão de conveniência, é uma questão de necessidade.
Eu não tenho filhos, tenho sobrinhos e juro que não sei o que seria deles se os meus pais não estivessem por perto para dar uma mão (ou duas, ou quatro) à minha irmã e cunhado.
Mas, e quando as pessoas não têm familia, ou esta está longe? Não se tem filhos? Só se for por aí!
Eu talvez seja um bocadinho exagerada, mas acho que actualmente do que a maior parte dos pais sofre é de um enorme complexo de culpa, transmitido pela sociedade que os culpa o tempo de todo da falta de disponibilidade!
Eu, pessoalmente, não me lembro de passar assim tanto tempo a brincar com os meus pais ou em actividades partilhadas. E acredite que não cresci com problemas emocionais nem de relacionamento! Mas agora não, os pais sentem-se tão culpados que numa tentativade compensar fazem tudo pelo "meninos coitadinhos".
Criou-se um estigma sobre os pais que não é possível de manter, sem que as consequências não passem por uma ainda maior diminuição da natalidade. Para mim esta não é a solução!
P.S. - Desculpe o looongo comentário
De Miss M a 9 de Fevereiro de 2009 às 14:30
Uma das formas do governo apoiar a natalidade seria,certamente, apoiar a gestão de tempo das crianças. Quem não tem familiares para dar um apoio a ficar com os filhos enquanto os pais trabalham, paga exorbitâncias. Por vezes, atrasar-se a ir buscar a criança é o suficiente para ter de pagar mais não sei quanto.
Ficando numa escola o dia inteiro, as crianças deveriam ter actividades mais dinâmicas: musica, ginástica, natação, pintura e até intervalos maiores para poderem sociabilizar uns com os outros, como nós (os trintões) faziamos na rua, noutros tempos.
De Alvaro Faustino a 9 de Fevereiro de 2009 às 18:23
Epá, sinceramente ainda não sei se acho bem ou mal. A única certteza que tenho é que a vida das pessoas é outra. Os tempos mudaram e as mentalidades estão a mudar. Sinal dos tempos... Talvez...
De PrincesaVirtual a 9 de Fevereiro de 2009 às 18:36
Ser pai ou mãe é um verdadeiro desafio nos tempos de hoje...
É facil generalizarmos, ou generalizar-se e apontar o dedo para a ausência dos pais... e ainda para o facto das crianças serem despejadas nas escolas, colégios e ATL´s etc etc...
No meu tempo também brincavamos na rua e a minha mãe estava em casa...sendo uma presença contante.
Lembro.me que a maior parte dos meus amigos , tinham também as mães em casa... O pai era a figura ausente, que chegava no final do dia!
Sendo que os tempos mudaram e hoje em dia é raro não trabalharem os dois.
A métrica do nosso presente é a «qualidade» do tempo que estamos com as nossas crianças e não a medida do tempo que estamos com elas.
Não há volta a dar...a não ser que sejamos uns sortudos e o euromilhões nos bata à porta.
O prolongamento do ATL é uma necessidade e não um luxo para os pais irem para um qualquer SPA enquanto despejam as criancinhas numa instituição escolar!
Um luxo nos dias de hoje é os pais conseguirem sair a horas decentes para conseguirem ir buscar os filhos antes das sete horas...Basta termos como referencias as horas normais de trabalho da maior parte Empresas...
Confesso que tenho alguma dificuldade em deixar as minhas crianças sozinhas a brincar na rua...sendo que com a idade deles o fazia...Com uma supervisão limitada por parte da minha mãe. Mas na rua onde morava, havia poucas pessoas que não conhecessem a Princesa, o rei e rainha.
Hoje em dia infelizmente mal conheço as pessoas do meu prédio...
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...
Gosto de pensar que há sempre uma oportunidade em todas as coisa que parecem más...e recuso-me que me coloquem a etiqueta de má mãe...
Adapto-me e tento ao máximo que eu e as minhas crianças sejam felizes!
Nada é igual ao passado...ao meu passado de filha e criança...mas eu tento o meu melhor no meu presente como mãe e com as minhas crianças :)

Desculpa-me «Homem das Obras» todas as outras considerações generalistas (que tb já as fiz antes de ser mãe) não passam de conversas de «velhos do restelo» ou então de ausência de experiência como pais :)

Peço desculpa por me ter alongado...

Uma boa semana...:)
De PrincesaVirtual a 9 de Fevereiro de 2009 às 18:42
Ups desculpa alguns erros ortograficos...mas foi escrito à pressa...
Não me posso atrasar para ir buscar os meus principes :D

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