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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Depois ainda se queixam...

In JN.sapo.pt

 

"Professores em fim de carreira são os mais bem pagos da UE
Os professores portugueses em final da carreira são os mais bem pagos da União Europeia atendendo ao nível de vida do país, revela um relatório divulgado hoje, quinta-feira, pela Comissão Europeia em Bruxelas."

 

... e ainda...

 

"O relatório também sublinha o facto de Portugal (juntamente com a Espanha, França, Grécia e Chipre) ser dos poucos países europeus a dar um 'estatuto de carreira' com garantia de emprego 'para toda a vida'."

 

Ou seja... tanto barulho e afinal a classe profissional que mais protesta acaba por ser das que melhores condições tem na UE.

 

Afinal parece que eu tinha razão! Vamos ver se o Sr. Mário Nogueira agora vai dizer alguma coisa sobre isto!!!

chapado por O homem das obras às 16:10
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Com isto é que o Sr. Mário Nogueira se devia preocupar

A cegueira dos dirigentes sindicais dos professores é tanta que os impede de ver o que realmente prejudica o processo de educação e a carreira dos professores...

 

Coisas destas nunca deviam acontecer.

 

«« Uma professora da Escola EB 2,3 de Jovim, Gondomar, foi esta sexta-feira agredida a murro, estalada e pontapé por um aluno de 16 anos, tendo recebido tratamento hospitalar.

A agressão terá ocorrido em retaliação por a professora o ter levado à presença do Conselho Executivo, por alegado comportamento incorrecto.

Segundo a agência Lusa, a professor sofreu lesões numa perna e num olho e foi assistida no Hospital de São João, no Porto.

Em declarações à televisão regional Porto Canal, a docente, que exerce há 28 anos, contou que chamou a atenção do aluno quando este se encontrava no perímetro escolar a proferir palavrões."Chamei-o à atenção e ele insultou-me. A partir daí, disse que teria que ir comigo ao Conselho Executivo (CE). Ele resistiu e acabou por ir, enquanto eu fui dar a minha aula", afirmou.

"Finda a aula, e ao passar junto à porta de acesso à sala do CE, ele viu-me, começou a correr para mim desenfreado e agrediu-me com murros, estalos e pontapés, além de partir os óculos", acrescentou. »»

 

In http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1051516

sinto-me: Muito triste
chapado por O homem das obras às 21:37
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Noruega... para pensar

Hoje de manha, enquanto tomava o pequeno almoço e via os meus mails, recebi isto de uma amiga. Decerto que ela renviou de outro mail que recebeu e não posso, portanto, saber quem escreveu esta peça, mas lá que está muito bem, está...


«« Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.

A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros.

É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica.

 

Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos.
Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.

Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa."

Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social.


Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios.

É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós.
Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
»»

sinto-me: Com pena de não ser norueguês
chapado por O homem das obras às 08:20
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Consciência social

 Li há dias uma notícia em que era referido que a associação de empresários cristãos atribuía à falta de escrúpulos, por parte dos empresários, a responsabilidade pela actual situação da economia mundial.

 

Daaaaaaaahhhhhhh!

 

Mas qual é a novidade? Basta olhar para o exemplo do nosso país. Não foram as grandes empresas, como a Galp (e congéneres) e a maioria dos bancos, as que mais aproveitaram para lucrar com a crise? A Galp, mesmo com os preços do petróleo a mínimos do ano, pelo menos, teima em não fazer corresponder os preços dos combustíveis com os da matéria-prima, argumentando que funciona na base da lei do mercado. Os bancos, até ao BCE decretar a descida na taxa directora, escudaram-se na crise para subir a sua taxa de referência, e consequentemente ir buscar mais uns cobres aos clientes. Numa altura de crise, e de forma a fomentar o investimento, não deveriam ter sido as maiores empresas as primeiras a ceder parte dos seus monstruosos lucros? E não me venham com essa história da falta de liquidez dos bancos… Ainda que alguns, aqueles que mais sofreram com a crise do mercado do sub-prime nos EU, sofressem realmente de falta de liquidez, bancos como o Santander e o Barclays realizaram, ou tentaram, diversos negócios de aquisição de outras entidades financeiras, algo que, não houvesse liquidez, por certo não fariam!

 

Gosto da ideia de empresários, ou empresas, com consciência social, ideia muito provavelmente utópica, tal como o mundo nesse cenário…

 

Tenho pena…

 

sinto-me: Indignado
chapado por O homem das obras às 18:19
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