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Eu não sou político e nem tenho, sequer, qualquer ambição no que a esse assunto diz respeito. Não escondo, no entanto, que tenho uma orientação política que me rege, ainda que seja só mesmo uma orientação, não me enquadrando no quadro actual de qualquer das forças políticas existentes no nosso "Portugalinho". E vem isto a respeito de quê? É que vinha eu a ouvir as noticias na viagem trabalho/casa, quando uma peça com o Sr. Francisco Louçã sobre as próximas eleições para o município lisboeta me deixa na boca um sabor muito amargo. A determinado ponto do seu discurso, inflamado e reivindicativo como sempre, este Sr. dispara, mais palavra menos palavra, a seguinte frase:
- “nas eleições anteriores concorremos com o António Costa devido ao estado em que se encontrava a câmara e para derrotar o PSD, mas para o ano vamos concorrer contra o PS e o António Costa”...
E eu fiquei cá a pensar para com meu fecho eclãir (não tinha botões à altura), quer dizer, para destronar o que lá estava, salvo erro o Carmona, foram juntos, e agora que o conseguiram e o BE até tem um pelouro, com o Sá Fernandes, o inimigo, visceral, já é o PS? Isto é mesmo ser do contra por ser do contra. Não é por discordar das políticas seguidas pelo executivo, nem por ter um plano de governação extraordinário e radicalmente diferente. E, ainda que o BE tenha servido de exemplo, esta cegueira afecta todos os quadrantes, mas porquê? Não deveria a política servir para o bem comum, para governar o fundo público e melhor servir a população, principalmente numa eleição como as autárquicas?
Enquanto na mente dos nossos políticos estiver em primeiro lugar este tipo de querelas e guerrilha politiqueira, sendo para estes muito mais importante o ser do contra pela diferença de cor do que pela substancia do assunto em apreço, enquanto não existir a vontade de discutir a politica como algo da qual depende todo um país, enquanto tivermos políticos à frente dos destinos deste rectângulozinho, nunca vamos evoluir e deixar os lugares derradeiros nos rankings europeus.
Mas se calhar o problema é mesmo esse, termos políticos à frente do país.
Talvez a Manuela Ferreira Leite, ainda que estando a ser irónica, tivesse toda razão. Seis meses sem estas preocupações politiqueiras, decorrentes da ditadura, talvez chegassem para colocar este país no carris certos…